Ora Pois Pois!
Vieste!
Perdão se por acaso chegou em sua entuxada caixa de email mais de um convite meu... os computadores não são, definitivamente, baseados em ciências exatas. sorry...É que deu pau na hora de enviar, e aí, por via das dúvidas, mandei outra vez. Sinta-se duplamente convidado!
Começaremos os trabalhos com alguma mínima organização, tipo:
Postagens sempre em dias pares: segundas, quartas e sextas (Você sabe, não estou por conta...).
Em fins de semana tudo é possível...
Então, de dedos salivando....
- MÃOS À OBRA!!
Como todos sabemos, minha amadíssima cidade, Governador Valadares, completa neste Janeiro de poucas águas (será que elas virão?) SETENTA anos de idade. Parabéns!
E para comemorar este jubileu de encantos do berço de minhas fecundas memórias, inauguro este navio quebrando-lhe no casco uma garrafa de Champagne! Todos a bordo? Partamos!
Vai aqui a primeira parte da crônica VALADARES E BERLIN. Minha sincera homenagem.
Pode confiar. Boa leitura.
NON-SENSE VALADARENSE
CONTOS TAN-TAN
CONTOS VALADARENSES
VALADARES E BERLIN
Parte I
Façam um ofício, espalhem a notícia, mobilizem-se! Alguém precisa fazer alguma coisa! Alguém precisa avisar! Saiba-se: Em minhas circunspectas pesquisas descobri, desvendei, que Valadares tem parentes afastados. Uma prima distante, sim, Valadares é parente de uma cidade alemã! Valadares é prima, de mesmo sangue, quase irmã, de ninguém menos que Berlin!
É claro que a coisa é diferente no que se refere às pessoas, cujos sinais de parentesco são determinados por questões de hereditariedade e origens comuns (filhos dos mesmos pais são irmãos, filhos dos irmãos dos pais são primos, e por aí se pode ir longe... Dependendo se há interesse na questão, absurdas escavações no tempo, verdadeiras manobras arqueológicas podem ampliar o horizonte de nossos laços. Imensas e frondosas árvores genealógicas podem revelar-nos o parentesco com um antigo deputado, por exemplo, primo de quinto ou sexto grau, ou uma bela atriz de novelas, disse uma tia doidivanas certa vez, que é provável parente...Persisitindo no raciocínio, chegaríamos até Adão, onde atestaríamos que somos todos irmãos). Mas com as cidades, caríssimo leitor, é diferente. O que as torna aparentadas são circunstâncias comuns, características que denotam traços de similariedade. Ainda não foste capaz de colher o peixe? Explico-me.
Nunca notaste, tu, leitor, a fiel semellhança, a identidade de feições, o inexorável e inegável jactansioso parentesco entre Governador Valadares e Berlin? Não? Se não reparaste é por não estares atento o bastante à história de ambas. Tranquiliza-te, porém, pois não é minha intenção despertar-te da memória lembranças vitoriosamente adormecidas de algum longínquo e tedioso professor de história, daquele tipo que costuma trazer à baila inoportunos e desinteressantes assuntos. Algum talvez de estranho nariz, ou cacoetes recorrentes, tiques, arroubos... Suscinto serei.
A divisão, eis o ponto que as une! Quem nunca ouviu falar no muro de Berlin? Este obstáculo foi erguido após a segunda grande guerra, guerra esta em que a gulodice dos alemães por dominar o mundo, liderados pelo Sr. Adolfo, culminou numa escandalosa derrota de farta destruição de vidas, desfigurando a histórica cidade de Berlin. A Alemanha, em escombros, foi retalhada em quatro zonas (não boêmias, sendo a zona Boêmia originalmente uma histórica região Tcheca, próxima à Alemanha. As demais zonas boêmias, tradicionais, pelo mundo espalhadas, serão abordadas em outra adequada oportunidade...). As quatro zonas foram então divididas entre os países chamados "Aliados". Acredita, caro leitor, que entre os Aliados estavam, de bigodes unidos, os Russos e os Americanos do Norte? Pois é, difícil acreditar que um dia já andaram juntos, mas a megalomania Hitleriana fez juntar exércitos para combatê-la. E vencida, agora em frações nas mãos de Americanos do Norte, Ingleses, Franceses e Soviéticos, este escombro Alemanial foi o pivô de mais uma guerra: acabou gerando a Guerra Fria. É que os russos discordaram, queriam governar sua fatia do bolo com ideais socialistas, contrariando os outros três países que sonhavam com o desenvolvimento capitalista. Da discórdia, o impasse. Do impasse, ao bloqueio. Do bloqueio, ao muro. Do muro ao isolamento. E a tal aliança dos aliados foi pro escambal. Depois sabemos tudo: governada capitalisticamente, a fração ocidental cresceu, arquiteturas, um canteiro de prosperidades. O lado comunista do muro ainda respirou por algumas décadas, mas junto com os regimes comunistas em geral (exceto o do Sr. Fidel Cuba-Libre!) espirou irreversivelmente. Mas,e Valadares, afinal de contas, o que é que a Princesinha do Vale tem a ver com isso?
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2 comentários:
E então? Como vai a labuta?
um fraternal abraço
A "la-puta" você quer dizer...Trabalhando a bola, como um camisa 6, meio-campo meio recuado, que estuda o adversário para o bote mais certeiro. Irremediavelmente mineiro, hálito de café, barba por fazer...E muitas esperanças.
A propósito, amigo, parabéns pelo aniversário. Nosso Blog o comemora com fogos e línguas de sogra.
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